Quais cuidados os dentistas devem ter durante a crise do Coronavírus?

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É do conhecimento de todos o atual cenário da saúde mundial. No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) conceituou como pandemia global o surto do coronavírus (COVID-19), iniciado em dezembro de 2019, na cidade chinesa Wuhan.

Ao longo das semanas, a ameaça global foi ganhando cada vez mais espaço entre a população, transformando a rotina de cidades e instaurando o receio na sociedade. Desse modo, sabia-se que, em questão de tempo, o vírus alcançaria outras partes do mundo.

Diante disso, iniciou-se uma mobilização nacional em prol do combate ao corona. No entanto, como fica a atuação dos profissionais da odontologia atualmente? Confira mais informações sobre o assunto, neste post!

O contexto atual do coronavírus no Brasil

O primeiro caso da doença no mundo foi em dezembro de 2019. Enquanto que, no Brasil, a primeira confirmação foi em 26 de fevereiro de 2020, em São Paulo. Com isso, houve a certeza de que o vírus chegou ao país e que seria preciso redobrar as medidas higiênicas de proteção.

Atualmente, já são quase 2000 casos confirmados todos os estados contam com pelo menos 1 caso, incluindo o Distrito Federal. Diante disso, no dia 20 de março de 2020 o Ministério da Saúde declarou transmissão comunitária do COVID-19 em território nacional.

Por isso é essencial apoio dos governos locais em prol da educação em saúde da população, bem como o incentivo da quarentena, a fim de retardar a disseminação maciça do vírus.

Os sintomas da infecção pelo coronavírus se assemelham aos de outras doenças de vias respiratórias, como coriza, tosse, febre e dor na garganta. A dificuldade para respirar figura um dos sinais de alerta mais importantes para buscar ajuda especializada.

Desse modo, percebe-se que os sintomas iniciais podem ser facilmente confundidos com uma gripe ou resfriados comuns. No entanto, para quem pertence ao grupo de risco, a gravidade vai muito além da apresentada por essas doenças.

Além disso, há um elevado número de indivíduos que não manifestam sintomas, mas estão infectados e transmitindo o vírus. Portanto, é um momento de pensar no coletivo e evitar situações que favoreçam a transmissão do vírus, que ocorre pelo contato e pelo ar.

As recomendações de atendimentos odontológicos

Os conselhos de saúde estão acompanhando atentamente a evolução do coronavírus no país. Conforme aumenta o número de casos e óbitos confirmados devido à infecção pelo vírus, há o risco de alteração súbita das recomendações aos profissionais de saúde.

Contudo, a atual recomendação dos conselhos de odontologia, seja federal ou regional, é que o atendimento público e privado priorize casos de urgência e emergência, adiando assim as consultas eletivas até então agendadas.

Neste caso, os atendimentos contemplam aqueles que há risco de morte para o paciente, como sangramentos, infecções e traumatismo. Complementando, também incluem aqueles que figuram como prioridade, mesmo não oferecendo risco iminente de morte.

Embora ainda aconteçam atendimento, recomenda-se também aumentar o prazo entre consultas, a fim de viabilizar o tempo para que sejam colocadas em prática as medidas de proteção.

Vale ressaltar que tais medidas visam proteger tanto os profissionais da odontologia como as pessoas atendidas. Afinal, os meios de transmissão não colocam em risco apenas dentista e paciente, mas todos aqueles que têm contato com eles.

Sendo assim, é preciso ter atenção com os sintomas já relatados. Caso o profissional de saúde apresente algum deles, é recomendado o afastamento das atividades. Por outro lado, caso seja o paciente o portador dos sintomas, é aconselhável que não seja feito o atendimento.

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Os cuidados indispensáveis para atendimento

Embora os atendimentos ainda possam ocorrer, existem medidas importantes para proteção dos profissionais e pacientes. Ressaltamos que, em condições habituais, já existem normas de biossegurança indicadas por órgãos sanitários que, atualmente, foram potencializadas.

A seguir, confira os principais cuidados para o atendimento odontológico durante a pandemia.

Equipamentos de proteção individual

A começar pelas máscaras, recomenda-se que sejam de tipo N95 ou cirúrgica. Por outro lado, caso queira continuar com as peças normais, é importante trocá-las a cada 2 horas, a fim de evitar a diminuição da eficácia. Reforça-se também a necessidade do uso de jalecos, podendo ser descartáveis ou de tecido.

Passando para os óculos de proteção, não se esqueça de realizar a limpeza deles entre os atendimentos. Outra medida essencial é a lavar as mãos antes e depois das consultas, mesmo que seja obrigatório o uso de luvas descartáveis e a troca entre cada paciente.

Ambiente físico

Falando sobre o ambiente, ele deve ser limpo e ventilado. A limpeza deve incluir a desinfecção de todas as superfícies de trabalho, sem negligenciar as normas de esterilização já preconizadas pelas instituições sanitárias.

O cuidado com objetos e superfícies deve ser expandido para o contato com o paciente. Nessa perspectiva, não realize cumprimentos afetuosos, como apertos de mãos, abraços ou mesmo beijos.

Procedimentos rotineiros

Por fim, o cuidado não se limita à proteção individual e com o ambiente. Existem processos rotineiros do consultório odontológico que devem ser feitos com cautela, como o manuseio de moldes, que também exige a desinfecção.

Além disso, os indutores de aerossóis podem contribuir para a disseminação do vírus não só no ar, mas direcioná-los para superfícies, onde há indícios de sobrevivência do vírus por 9 dias. Sendo assim, limite os procedimentos que requerem esse equipamento.

Um panorama para o futuro

Embora seja um cenário que cause alarme na sociedade, é preciso manter a conscientização acerca dos riscos. A partir disso, é possível a adoção de medidas de prevenção adequadas, bem como o investimento em pesquisas e saúde. Dessa forma, aumentam-se as esperanças de logo as rotinas serem retomadas.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, por exemplo, foi adiantada. Embora não proteja contra o coronavírus, os grupos de risco estarão protegidos contra gripes comuns, as quais representam diagnósticos diferentes. Consequentemente, as unidades de saúde serão menos procuradas por casos simples.

A triagem nos serviços de saúde visam classificar os casos e, assim, direcionar corretamente aqueles que são mais suspeitos. Outra medida indispensável para manter o panorama favorável é o isolamento provisório das pessoas em seus lares.

Em suma, é fundamental que não seja negligenciado o real potencial de acometimento do coronavírus. Com ambas as partes cientes dos riscos, é possível estabelecer uma forte aliança contra a disseminação e aumento de casos. Ademais, a realidade de uma pandemia só pode ser vencida por meio do combate ao vírus e a educação em saúde. Desse modo, com cada profissional fazendo sua parte e com medidas preventivas adequadas, o cenário atual logo vai se tornar mais promissor.

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