Vamos nos proteger! É preciso falar de EPIs

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O assunto é sério: o dentista e sua equipe precisam, definitivamente, estar sempre atentos ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para garantir tanto sua segurança como a dos pacientes.

Estes equipamentos protegem contra uma série de doenças que podem ser adquiridas pelo possível contato com sangue e outros fluidos ou, ainda, pela utilização de instrumentos perfurantes e cortantes.

E, por seu caráter imprescindível, vamos aprofundar o tema.

O que não pode faltar no seu arsenal de EPIs?

Anota aí: os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) básicos para segurança e redução de riscos no atendimento odontológico são: gorro, luvas, sobreluvas, máscaras, jalecos, sapatos fechados e óculos de proteção.

Durante todo o atendimento, é essencial que o profissional esteja equipado com todos os materiais acima para garantir a biossegurança do procedimento.

Ah, e na pandemia, os dentistas adotaram o uso do face shield, protetor facial que funciona como um escudo para o rosto. E, apesar deste equipamento reduzir exponencialmente os riscos de contaminação, ele não substitui o uso da máscara de proteção. E precisa ser sempre lavado e esterilizado antes de utilizá-lo novamente, tá!

Conhecendo melhor cada Equipamento de Proteção Individual

Máscaras: evitam a contaminação por vírus e bactérias que saem da boca e do nariz, pela respiração e durante a fala. A preferência é pelo uso de máscaras descartáveis, de filtro duplo ou triplo feitas com polipropileno (ou TNT), tecido leve e com fibras que impedem a passagem de micropartículas que podem estar contaminadas. Com a pandemia da Covid-19, os profissionais substituíram as máscaras cirúrgicas comuns por modelos que filtram melhor a entrada de gotículas aerossóis, como as máscaras N95 e PFF2. Ainda assim, vale ressaltar que aquelas com válvula de exalação não são indicadas para o ambiente odontológico, pois a filtragem acontece apenas do exterior para o interior. E, se o dentista estiver doente, pode infectar o paciente.

E, por falar em pandemia, se você quiser saber mais, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) divulgou um material bem bacana sobre adequações técnicas em tempos de Covid-19.

Jalecos e aventais: protegem contra respingos, produtos e secreções. Os aventais devem ser descartáveis e impermeáveis. E osjalecos, por sua vez, precisam ser higienizados separadamente de outras roupas.

Óculos de proteção: são um dos equipamentos mais importantes. Os olhos são porta de entrada para diversos tipos de vírus. Inclusive, em alguns tratamentos, o paciente também precisa utilizar os óculos de proteção. Tem mais: os óculos para problemas de visão não substituem este EPI, ok?

Gorros: evita quedas de cabelo durante o atendimento. Os cabelos devem estar totalmente protegidos no interior do gorro, uma vez que podem sofrer contágio pelos aerossóis produzidos durante o atendimento.

Luvas: impedem a propagação de bactérias e micro-organismos que poderiam ser transmitidos da mão do dentista para a boca do paciente. Existem as luvas de procedimento, empregadas em tarefas não cirúrgicas, como limpeza e aplicação de flúor, e as luvas cirúrgicas, que são esterilizadas e podem ser utilizadas em qualquer procedimento cirúrgico. 

Sobreluvas: servem para proteger as luvas de procedimento contra possíveis contaminações.

Sapatos fechados: têm como função proteger os pés do dentista contra objetos cortantes que possam cair no chão. Lembre-se de utilizá-los exclusivamente no consultório, para não trazer contaminação da rua.

Do que os Equipamentos de Proteção Individual te protegem?

No ambiente clínico, o dentista está vulnerável ao risco de infecções tanto por contato direto com lesões infecciosas, sangue e saliva contaminados, como por contato indireto, por meio de micro-organismos que podem estar em instrumentos, equipamentos e superfícies. O Manual Biossegurança e Segurança do Paciente, da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), explica em detalhes estes processos.

Catapora, conjuntivite herpética, herpes simples e zoster, mononucleose infecciosa, rubéola, pneumonia, papilomavírus humano, HIV, tuberculose, hepatites tipo C e B estão entre as possíveis doenças que os dentistas podem contrair. Você já viu que está longe de ser brincadeira! É preciso, realmente, que todos no consultório estejam atentos aos Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s.

Como evitar lesões com o uso de EPIs?

Mesmo sendo fundamental estar sempre protegido, os EPIs podem oferecer risco de lesão aos dentistas, devido ao seu uso diário em longos períodos.

Máscaras N95 e PFF2, óculos de proteção e face shields, por exemplo, podem comprimir o rosto e, por causa do uso contínuo, causar hematomas e feridas.

Também mantenha a pele bem hidratada antes de usar os EPIs e fazer uso de protetores cutâneos, que nada mais são do que adesivos que protegem a pele do contato direto com os equipamentos em regiões mais sensíveis.

Outra dica importante: dê um espaçamento maior entre as consultas, fique alguns instantes sem óculos e máscara, isso ajudará a aliviar a pressão sobre a pele.

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