Tecidos moles na Implantodontia: tudo para dar match!

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Na Implantodontia, alcançamos altos níveis de sucesso quando a osseointegração dá certo… porque a gente sabe bem que esse é um dos parâmetros mais importantes na área. Mas tá longe de ser o único!

Acima de tudo, o tratamento com implantes deve recuperar totalmente a função antes desempenhada pelo dente natural, assim como proporcionar um bom resultado estético.

Sabia que, nesse universo, os tecidos moles desempenham papel fundamental?

Para conhecer melhor seu papel na implantodontia, conversamos com o dr. Fernando Hayashi, mestre e doutor em Periodontia e embaixador da S.I.N. Implant System.

Quais são as funções dos tecidos moles?

A mucosa ao redor da prótese sobre o implante exerce papel semelhante ao da gengiva ao redor do dente.

Além de proteção, oferece resistência, evitando desconforto na mastigação e irritação durante a escovação, fatores que contribuem para menor acúmulo de placa bacteriana.

Por que eles têm peso importante na estética?

Porque o que o paciente enxerga é a prótese e a mucosa. Ele não vê o osso nem o implante, da mesma forma que antes via a gengiva e o dente e não a raiz dele.

Comparando o dente a um quadro, podemos dizer que a mucosa é a moldura”, explica o dr. Hayashi. “O conjunto deve ficar harmonioso.”

Qual é a composição desses tecidos?

Preferencialmente, essa mucosa deve ser coberta com queratina ou paraqueratina (mucosa queratinizada), que é mais firme e resistente às forças mecânicas decorrentes da escovação e da mastigação. Desse modo, ela gera mais conforto quando comparada à mucosa alveolar, mais flácida e menos resistente, mas, mesmo assim, ainda protege a região ao redor do dente.

Na presença de inflamação, porém, é mais vantajoso ter um volume suficiente de mucosa queratinizada para evitar perdas teciduais.

Mas e se a quantidade de tecido for insuficiente?

Quando a mucosa perde volume a ponto de ser  insuficiente para cumprir a função de proteger o implante ou oferecer uma boa “moldura” à prótese, pode ser necessário recorrer a enxertos.

Isso porque a manipulação e reconstrução do tecido peri-implantar, além de facilitar os procedimentos restauradores, tende a facilitar a higiene oral e promover um resultado estético mais satisfatório.

De que material é feito o enxerto?

O mais utilizado para reparação de tecidos moles é o enxerto de tecido conjuntivo extraído do palato, o céu da boca, do próprio paciente, mediante diferentes técnicas.

Têm sido estudados materiais alternativos, inclusive de origem sintética, mas faltam evidências de sua efetividade nessa situação.

Qual é o melhor momento para fazer o enxerto?

Depende do caso. Pode ser feito até mesmo antes da cirurgia de instalação do implante, porém o mais comum é no mesmo procedimento, já que haverá incisão naquela região.

Eventualmente, é realizado depois, quando se observa alguma falha estética que passou despercebida antes da cirurgia ou só se manifestou depois.

O que o paciente pode fazer para aumentar as chances de sucesso?

Assim como a gengiva, a mucosa oral está sujeita à retração e sofre os impactos  do acúmulo de placa. Daí a importância da higiene oral adequada, que ainda previne inflamações como a mucosite, que acomete os tecidos moles, e a peri-implantite, que atinge também o osso, podendo, nos casos mais avançados, comprometer o tratamento.

Mas muita calma nessa hora: durante as consultas de rotina, o dentista pode reconhecer o quadro em fase inicial e consegue intervir para impedir um desfecho indesejado.

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