Confira 4 dicas essenciais de limpeza do consultório odontológico

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Um ambiente limpo é algo desejado para todos os locais. No entanto, quando se trata de um estabelecimento de saúde, isso vai além de um mero desejo e passa a ser algo essencial, tanto do ponto de vista biológico como também burocrático.

Para fiscalizar e assegurar o cumprimento das normas de limpeza estabelecidas, existem órgãos especializados. Por isso, todos os consultórios estar em compliance com as medidas sanitárias e de infraestrutura que viabilizem o funcionamento.

Nessa perspectiva, elaboramos este material para apresentar uma série de práticas recomendadas para limpeza do consultório odontológico. Acompanhe e confira!

Conheça tipos importantes de limpeza

Você sabe diferenciar desinfecção, assepsia e esterilização? Muitas pessoas confundem os termos, então, é preciso deixar tais conceitos bem claros antes de entender mais sobre limpeza.

Além disso, antes de partir para essas etapas de higienização mais eficazes, é interessante fazer uma limpeza menos específica. Diante disso, destacamos dois tipos importantes: a manual e a mecânica, ambos com o objetivo de reduzir carga contaminante e microbiana. Veja mais, a seguir!

Desinfecção, assepsia e esterilização

Desinfectar um local inanimado é deixá-lo livre de sujidades e grande maioria dos microrganismos. Entretanto, algumas formas microscópicas ainda se mantêm. Já a assepsia preza pelo mesmo objetivo, porém, é realizada em tecidos vivos, como as mãos. Por fim, a esterilização consegue eliminar todos os microrganismos, incluindo formas infectantes mais resistentes, como esporos.

Limpeza manual

Nesse processo, a ação física é determinante para remover as sujidades. Para isso, são utilizados materiais simples, como escova de cerdas macias ou mesmo de aço, mais voltadas para brocas. É interessante também contar com uma pia profunda, além de detergente e água corrente.

Limpeza mecânica

Por outro lado, a limpeza mecânica utiliza equipamentos mais específicos para remover as sujidades. Como exemplo, temos lavadoras com jatos de água ou com ultrassonografia, operando em diferentes temperaturas e tempo. A vantagem dessa modalidade é a menor exposição dos profissionais ao risco de contaminação.

Saiba fazer a limpeza do consultório odontológico

Tendo em vista os conceitos esclarecidos, chegou o momento de saber quais práticas a Anvisa recomenda para higienização dos instrumentais utilizados na rotina odontológica. Confira 4 dicas essenciais!

1. Atente-se às etapas

A fim de assegurar a eficácia prevista no processo de limpeza dos materiais, existe uma sequência de etapas bem estabelecidas, que vai desde a limpeza até o armazenamento.

O primeiro momento é de limpeza manual, expondo o artigo sujo aos agentes já citados, seguido do processo de enxágue e secagem. Então, o produto utilizado, a água e a ação mecânica retiram as sujidades.

Após isso, verifica-se a integridade material e se há necessidade de repetir o processo ou não. Além do mais, é importante destacar que o enxágue e a secagem devem ser contemplados por produtos e técnicas que diminuem o risco de corrosão.

Seguido à limpeza, chegou o momento de desinfetar o artigo, por meios físicos ou químicos. Ademais, não se esqueça que nesse momento os esporos bacterianos ainda não estão eliminados. Portanto, a etapa seguinte é de esterilização.

Para o embalamento do artigo, deve ser utilizado um material que permita a penetração do esterilizante e que proteja o instrumental até a abertura da embalagem. Por fim, o item esterilizado deve ser armazenado em local protegido e com o cuidado de não ser trocado com aquele cujo processo ainda não tenha sido concluído.

2. Planeje uma rotina

Com o processo bem compreendido, vamos entender qual a periodicidade necessária para a realização da limpeza. Como cada artigo apresenta um prazo para validação da esterilização, o serviço odontológico deve utilizar testes para identificar a eficácia do processo. Alguns fatores interferem nisso, como:

  • método adotado;
  • embalagem utilizada;
  • local de armazenamento.

Portanto, a rotina de esterilização deve contar com o monitoramento, que pode ser físico, químico ou biológico. O primeiro deles está associado à temperatura, pressão e tempo dos ciclos de esterilização.

Já o químico envolve a avaliação de indicadores, como a cor diante de temperatura, tempo e vapor saturado. Para isso existem testes como o Bowie-Dick. Por fim, o biológico utiliza bactérias até em suas formas infectantes e deve ser feito semanalmente.

3. Mantenha a segurança

Todos os procedimentos citados acima devem ser feitos com a devida segurança. Para tanto, não deixe de utilizar os equipamentos de proteção individual recomendados, como:

  • luva de borracha;
  • luva de cano longo;
  • gorro e máscara;
  • óculos de proteção;
  • avental impermeável.

Assim como os equipamentos são indispensáveis, o profissional deve ser cuidadoso no manuseio. Afinal, com a segurança adequada e a exposição máxima de cada parte dos instrumentos aos agentes, a limpeza se torna mais eficiente.

4. Faça manutenção da autoclave

Para finalizar, não deixe de garantir a integridade do principal equipamento utilizado para esterilização. Desse modo, faça também a limpeza da autoclave semanalmente, incluindo parte externa e interna.

Além disso, o processo de secagem é importante, assim como da troca de água. Para limpar as tubulações internas, solicite os serviços de um profissional especializado, sempre seguindo a periodicidade indicada pelo fabricante.

Entenda a importância de um consultório limpo

Agora que você conhece algumas recomendações da agência sanitária, vamos entender porque é tão importante seguir com as práticas preconizadas. O primeiro aspecto é burocrático, ou seja, para ter o funcionamento regulamentado e não sofrer com multas, o estabelecimento precisa seguir as diretrizes.

Contudo, mais importante que a questão jurídica, é a integridade da saúde dos pacientes, colaboradores e do próprio profissional. A higienização adequada bloqueia a disseminação de patógenos, que não deve ser feita apenas em momentos de endemia e pandemia.

Sendo assim, o consultório deve contar com uma rotina de limpeza dos instrumentos e do próprio ambiente. Isso causa uma boa impressão nos seus clientes, os quais se sentem bem acolhidos e reforçam o laço de confiança no serviço prestado.

Concluímos, enfim, que a limpeza do consultório odontológico deve seguir regras bem especificadas no manual da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No documento, você pode encontrar não só medidas para limpeza, mas regulamentações de infraestrutura e de segurança que podem contribuir diretamente para higienização correta e, principalmente, para adequação do consultório às normas.

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