Cicatrização Óssea: conceitos básicos

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Os ossos são extremamente relevantes para a saúde humana e, ao contrário do que muita gente pensa, são componentes ativos e dinâmicos em nosso organismo, indo muito além da sua função de conferir proteção e estrutura para o corpo. Pensando nisso, preparamos esse post com o que o profissional de odontologia deve saber sobre a cicatrização óssea.

Em diversos procedimentos odontológicos, é preciso considerar esse aspecto e compreender de que maneiras a saúde global do paciente e a sua capacidade em cicatrizar influenciará no resultado final. Ficou interessado e quer aprender mais sobre o assunto? Então não deixe de conferir o conteúdo abaixo.

Um pouco mais sobre o tecido ósseo

O chamado tecido ósseo é um componente bastante nobre do nosso organismo. Trata-se de um tipo especializado de tecido conjuntivo, sendo o principal componente do esqueleto humano e que, apesar de conferir rigidez, possui uma matriz de colágeno que confere flexibilidade e permite que tenha uma ação dinâmica.

Por isso, além de servir como suporte para partes moles e de proteger órgãos vitais, nossos ossos longos contém uma medula, que forma as células do sangue. Também age como apoio dos músculos esqueléticos e funciona como depósito de cálcio. Além disso, é capaz de se regenerar por conta própria, a partir das camadas de periósteo e o endósteo.

Vale ressaltar também a contribuição dos osteoblastos, células que possuem uma grande atividade metabólica e que são diretamente responsáveis pela fabricação das partes orgânicas da matriz óssea. Outro encargo dos osteoblastos é concentrar fosfato de cálcio, participando do processo de mineralização da matriz.

A importância do enxerto ósseo na odontologia

É muito importante que o profissional de odontologia saiba o que é um enxerto ósseo e, sobretudo, porque ele certamente precisará de um em algum momento da carreira. Ele é utilizado em implantes dentários, que demandam uma quantidade viável de osso para que possam receber a fixação e, em seguida, a prótese.

Quando o paciente não conta com essa quantidade mínima, será preciso compor a estrutura óssea por meio de um ou mais enxertos de tecido ósseo, podendo ser em pó ou em bloco. Em uma metáfora com a construção civil, é mais ou menos como preparar a fundação para depois receber a estrutura do imóvel, ou seja, o pino e o dente.

Como é o processo de cicatrização óssea

O processo de cicatrização óssea pode ser dividido em algumas fases distintas e essenciais. Depois que o tecido sofre algum trauma ou alteração controlada, há uma etapa imediata, que é a resposta inflamatória aguda, cuja relevância maior é pelo recrutamento e diferenciação de algumas células que ajudarão em todo o processo.

Depois, será produzida uma matriz cartilaginosa, que será mineralizada e fará a transição para o osso primário. Em seguida, há a remodelação, para restaurar a estrutura anatômica original. Também vale ressaltar que, em alguns casos, a cicatrização se dá por contato, enquanto em outras condições, isso é feito por lacunas.

A cicatrização no caso de implantes dentários

Pensando na cicatrização de um implante, a recuperação pode ser dividida em duas etapas distintas, porém complementares: a cicatrização gengival e a integração do osso ao material, também chamada de osseointegração. Com o uso de técnicas modernas e dependendo do material, o tempo de recuperação vem se tornando cada vez menor.

No entanto, isso varia bastante de acordo com as próprias características do paciente, uma vez que a instalação dos implantes é muito mais simples e eficaz quando ele conta com ossos saudáveis e com densidade adequada. Também é fundamental que a própria pessoa ajude no processo, tomando alguns cuidados e seguindo as recomendações do dentista.

Os principais cuidados no pós-operatório

Como dissemos, o paciente tem um papel importante no sucesso de qualquer procedimento cirúrgico feito no consultório do seu profissional de odontologia de confiança. Ele precisa seguir as recomendações, respeitando as orientações e esperando o tempo necessário para que possa retornar a sua rotina normal. Veja abaixo alguns cuidados.

Não fazer exercícios nos primeiros dias

Um dos principais cuidados após uma cirurgia de implante dentário é não fazer exercícios nos primeiros dias. É preciso respeitar o tempo indicado pelo profissional e, em linhas gerais, é preciso manter o máximo de descanso na fase inicial, mesmo que você tenha um estilo de vida muito ativo e esteja se sentindo bem.

O repouso absoluto mesmo costuma ser feito apenas nas 24 horas subsequentes ao procedimento, mas não estranhe se o seu dentista recomendar esperar até 10 dias antes de voltar às atividades físicas mais intensas. Isso pode variar um pouco de paciente para paciente e somente o profissional pode avaliar cada caso.

Tomar cuidado com a alimentação

A alimentação também tem um papel preponderante no sucesso do procedimento no pós-operatório. Ela é relevante para a saúde bucal em qualquer época, mas tende a ser ainda mais imprescindível durante a recuperação de um implante dentário, pois a área está sensibilizada e demanda alguns cuidados a mais.

Via de regra, o mais indicado é dar preferência a alimentos mais frios e pastosos, evitando consumir algo muito duro, ácido, quente ou crocante, pelo menos nos sete primeiros dias. Também não é recomendado mastigar no lado em que foi feita a cirurgia e tampouco fumar ou consumir bebidas alcoólicas durante o processo de cicatrização.

Manter uma excelente higiene bucal

Por fim, nunca é demais ressaltar que uma boa higiene bucal é fundamental para uma boa cicatrização óssea de qualquer cirurgia dentária. Muita gente que passa pelo procedimento pode ficar com receio na hora de escovar os dentes, mas é indispensável limpar muito bem a região, até para evitar uma infecção.

O paciente deverá fazer a escovação normalmente, apenas com um pouco mais de delicadeza e calma na área do enxerto. Salvo indicação expressa do dentista, vale evitar o uso de enxaguantes ou medicamentos no local. Falando nisso, é preciso manter o acompanhamento e fazer retornos periódicos para acompanhar a evolução.

Como você pôde ver, a cicatrização óssea é um processo dinâmico e que depende não apenas da boa técnica do profissional na hora de fazer o procedimento, como também da ajuda do próprio paciente durante todo o processo.

E agora, já aprendeu tudo o que o profissional de odontologia deve saber sobre a cicatrização óssea? Gostou do conteúdo? Então não deixe de seguir nossa página no Facebook para acompanhar mais conteúdos como esse!

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