Como devem ser os atendimentos odontológicos em tempos de Covid-19?

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Com a chegada do coronavírus ao Brasil, toda a população precisou adotar medidas de segurança para evitar a contaminação, como o isolamento social. Muitos estabelecimentos suspenderam atividades, enquanto outros se adaptaram abruptamente. Não foi diferente com os dentistas, que modificaram os atendimentos odontológicos em tempos de Covid-19.

Apesar da odontologia ser uma área fundamental para o enfrentamento da doença, os profissionais da área enfrentam um alto risco de contaminação. Portanto, consultas e procedimentos receberam restrições preventivas. Continue lendo e veja como estão acontecendo os atendimentos odontológicos durante a pandemia!

Como são os atendimentos odontológicos em tempos de Covid-19?

No cenário atua dos dentistas, foram liberados apenas os procedimentos de urgência e emergência. Isso significou a suspensão dos eletivos, ou seja, aqueles em que o paciente pode esperar, como no caso de medidas corretivas e estéticas.

De acordo com o Conselho Federal de Odontologia (CFO), considera-se urgências:

  • dores endodônticas;
  • dores traumáticas (traumas no dente ou na gengiva);
  • dores por inflamação na gengiva;
  • lesões suspeitas que podem precisar de biópsia;
  • adequação bucal para pacientes transplantados ou oncológicos.

Já as emergências são:

  • hemorragias na boca por qualquer motivo;
  • traumas capazes de comprometer as vias aéreas;
  • celulites difusas dentro ou fora da boca.

Essas medidas são importantes devido ao alto risco de contaminação dos pacientes e dos próprios dentistas. O ambiente do consultório odontológico pode contribuir bastante para o contágio, devido ao contato com a saliva e a ocorrência de respingos ou aerossóis de secreções do nariz e da boca.

O que é preciso fazer para deixar o consultório mais seguro?

Como serão atendidos somente os casos de urgência e emergência, não é possível agendar consultas e procedimentos com muita antecedência.

De todo modo, pode-se tentar agendar os compromissos com cerca de duas a três horas de intervalo, evitando aglomerações na recepção. Ainda assim, vale a pena limitar a quantidade, sempre de acordo com a capacidade de atendimento e o tamanho do consultório ou clínica.

Além disso, é fundamental adequar os espaços, mantendo dispensers com álcool em gel para pacientes e funcionários. A equipe, assim como os dentistas, deve estar munida de equipamentos de proteção, como jaleco, máscara e luvas, todos descartáveis.

Que medidas devem ser adotadas pelos profissionais no atendimento?

Diante dos riscos oferecidos pelos atendimentos odontológicos em tempos de Covid-19, o Ministério da Saúde indica a adoção de algumas medidas de proteção:

  • triagem dos pacientes ainda na recepção, em ambiente arejado e com distanciamento mínimo de dois metros;
  • avaliação dos sintomas e qualquer indício de contaminação pelo coronavírus;
  • questionamento sobre o possível contato dos pacientes com pessoas doentes ou contaminadas;
  • durante a anamnese, consideração da hipótese de o caso se tratar de uma urgência ou emergência;
  • desinfecção de todo o ambiente, além dos equipamentos, entre um paciente e outro;
  • descarte adequado dos materiais usados no atendimento;
  • lavagem minuciosa das mãos depois de cada paciente.

Se o profissional perceber qualquer sinal de que o paciente esteja doente, ainda que sem sintomas graves, deve recomendar que se mantenha em isolamento domiciliar. Caso haja uma piora, o ideal é procurar um serviço de saúde. Os atendimentos odontológicos em tempos de Covid-19 exigem atenção redobrada de todos.

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