A vez deles: pacientes 70+ na implantodontia

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A expectativa de vida no Brasil vem crescendo nos últimos anos e, portanto, o número de pacientes idosos na implantodontia também.

Em 2020, a expectativa de vida era de 76,8 anos, uma alta de 2 meses e 26 dias em relação ao ano anterior (76,6 anos), segundo o IBGE. Mas a gente sabe que, nesse contexto, a qualidade de vida conta muito: o que realmente importa é viver mais e continuar a desfrutar das coisas cotidianas sem se preocupar com a aparência, sorriso ou capacidade de mastigação.

Dentes perdidos ou cariados, doenças gengivais ou dentaduras podem afetar de forma impactante a socialização com amigos e familiares, levando ao isolamento e estados de ansiedade. E, nos piores casos, evoluindo até mesmo para uma depressão.

Justamente pelo aumento na expectativa de vida, é natural que o número de pacientes idosos na implantodontia, em busca de implantes dentários, tenha aumentado.

Atender esse público pode ser desafiador, já que pessoas com idade avançada necessitam de uma atenção especial. Para falar mais sobre o assunto, convidamos a dra. Cindy Dodo, especialista em Implantodontia e embaixadora da S.I.N. Implant System.

Mais qualidade de vida, graças aos implantes!

Não é incomum encontrar pacientes idosos na implantodontia, afinal, a perda dentária pode ocorrer.

E as dentaduras, sejam elas parciais ou totais, podem contribuir para uma maior perda dentária com mais deteriorações na cavidade bucal. Mas não só: o tecido gengival pode ficar sensibilizado e, em casos mais complicados, pode haver danos irreversíveis nas gengivas e nos ossos.

Mais uma coisa, as dentaduras nunca são tão estáveis ​​quanto os dentes que substituem. Elas têm potencial, portanto, para tornar simples atos cotidianos, como comer e falar, bastante desafiadores.

Por isso, hoje, os implantes dentários são, sem qualquer dúvida, a melhor opção para repor um ou mais dentes perdidos.

Uma anamnese bem-feita faz toda a diferença

Segundo a dra. Cindy, a dica mais importante para tratar Pacientes idosos na implantodontia é conhecer em profundidade o histórico de saúde da pessoa. Então, a anamnese bem-feita é fundamental.

A palavra anamnese vem do grego “anamnesis”, que significa “lembrança” ou “ato de trazer à mente”. Este processo tem como principal objetivo identificar, pelas informações dadas pelo próprio paciente, possíveis fragilidades ou características que podem influenciar no diagnóstico ou plano de tratamento.

Não é exagero dizer que uma anamnese minuciosa é o primeiro passo para um atendimento de qualidade!

A especialista também explica que essa avaliação pode levar de duas a três consultas para ser concluída. Apesar de fundamental em qualquer consulta, nos casos dos pacientes com mais de 70 anos este processo se torna ainda mais importante, já que nessa idade as chances da pessoa ter problemas crônicos, como diabetes e hipertensão, por exemplo, são maiores.

Além disso, são pacientes que costumam fazer uso de muitos medicamentos, que podem interferir no processo de cicatrização da cirurgia, tornando-o mais lento e desconfortável.

Mais um ponto: se o paciente tiver xerostomia (boca seca), doença de Parkinson, demência ou desordens reumáticas, tudo isso tem que ser muito bem ponderado, pois essas doenças dificultam os cuidados após a cirurgia.

Ou seja, tudo tem que ser avaliado de forma rigorosa, nos mínimos detalhes.

Precauções adicionais pacientes com idosos na implantodontia

Fora tudo o que foi dito, um check-up odontológico completo é essencial para diagnosticar os distúrbios dentários subjacentes no início do tratamento.

Isso porque, com o envelhecimento, os tecidos da boca tendem a sofrer deteriorações e isso favorece o acúmulo de bactérias que podem interferir na cirurgia de implantes dentários.

Tem também a questão da densidade óssea, que costuma ser mais baixa em idosos. Como este é um ponto determinante para o sucesso dos implantes, é preciso verificar se pode e se enxertos são necessários.

Por fim, nessa fase da vida, é comum apresentar algumas limitações motoras, por isso é preciso que o dentista pense em formas de proporcionar o máximo conforto para o paciente. Que tal pensar em algumas pausas durante a consulta? Esta é uma estratégia simples e altamente eficaz.

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